Planeta Vanguarda

2 11 2010

Este é o nome de um programa da Rede Vanguarda, uma afiliada da Rede Globo, cuja cobertura engloba o Vale do Paraíba, Vale Histórico, Litoral Norte, Serra da Mantiqueira e Região Bragantina alcançando 46 cidades. No programa do dia 8 de outubro p. p. foi ao ar um especial sobre nossa tão querida ilha.

 Assistiu? Gostou? O conteúdo na íntegra com 14min está aqui





Encontros dos Filhos da Ilha I

3 07 2010

créditos: Vanessa Cunha

Os encontros dos Filhos da Ilha neste 2010 se caracterizaram pelo bom número de participantes e diversidade de atividades. O primeiro deles se deu em 18 de junho p.p, no 5º BPM/I na cidade de Taubaté, uma vez que é grande o contingente de moradores sobreviventes na região do vale do Paraíba. A reportagem é de Vanessa Cunha, neta do soldado Simão Rosa da Cunha, um importante personagem do dia da rebelião que atravessou a nado até o continente para dar o aviso do que estava ocorrendo na ilha no dia do levante.

CLIQUE NA FOTO PARA LER A REPORTAGEM COMPLETA (SITE DA VOZ DO VALE ONLINE)





Manchete nº 12 (1952)

29 05 2010

Recheada de termos de caserna  (“cêrco estratégico-militar”, “queimados todos os cartuchos”, “maior batalha militar dos últimos tempos”), esta continuação da cobertura da rebelião de Anchieta é uma espécie de preito, muito justo por sinal, às forças legalistas que trouxeram a paz de volta às populações paulista e fluminense. Quando publicada em 12/07/1952, decorridas quase duas semanas após a captura do líder, pouco havia a se falar sobre o motim e seus desdobramentos, restando então à iniciante revista Manchete, em seu 2º mês de vida, a alternativa de um enfoque muito diferente do número anterior. O texto lembra que a polícia de São Paulo defrontava-se com uma questão que até hoje suscita discussões: os foragidos não recapturados ou eram dados como mortos no confronto ou teriam perecido afogados, mas sem se referir a “temíveis tubarões”. No aspecto geral das duas reportagens publicadas, é visível o contraponto: na primeira parte relata a tragédia em si, acena para as causas e sugere aprofundamento da questão, mas neste segundo segmento optou-se por encerrar o assunto apontando o lado reconhecidamente vencedor, deixando o leitor com a sensação de que tudo não passou de uma revolta carcerária em que tropas federais obtiveram êxito, como num front de guerra.

ficha técnica: Embora sem constar créditos acreditamos que tenha sido elaborada pela mesma equipe da reportagem inicial publicada na edição anterior; 3 páginas, com fotos.

Clique para ler:   Manchete_n12





Interdição

26 05 2010

No post anterior lembrávamos de problemas que a realização da película iria enfrentar. O primeiro deles acabou alterando a natureza da estrutura do roteiro: concebido para ser um filme documentalista de toda rebelião, pretendiam seus realizadores a filmagem na própria ilha Anchieta e ser bem fiel à história; mas não foi autorizada nenhuma espécie de trabalho cinematográfico, fato este que mudou o rumo da ideia original. Optou-se por contar a história com um tratamento ligeiramente ficcional cujo resultado poderíamos situar no seguinte: é a obra artística que mais se aproxima da verdadeira história e que tentou evitar pontos polêmicos tais como: quem nadou para o continente, quem prendeu quem, se houve ou não ataques de tubarão, quem morreu e de que maneira…
Sem se basear em inquérito policial, até porque este estava sendo elaborado lentamente na ilha Anchieta, e sem auxílio de obras literárias escritas, a equipe que concebeu o filme contou com depoimento de moradores da ilha àquela época, gente que presenciou os fatos, autoridades que tomaram parte no confronto e também, é claro, o auxílio de jornais, revistas e tudo o quanto se escreveu até aquele momento, ou seja, aproximadamente dois anos depois.
O fato é que em pleno governo Vargas permitiria ser contada a história que envergonha a nação até nossos dias, porém sem utilizar o cenário original. Aqui apontamos alguns motivos da impossibilidade de se aproveitar a ilha para as filmagens: o gigantesco inquérito para apurar as causas da rebelião demandaria muita gente e trânsito de depoentes para um tribunal, então optou-se por realizar os trâmites processuais na ilha, e a movimentação de tomadas cinematográficas certamente  comprometeria o trabalho do Judiciário. Também “a Secretaria de Justiça não permitiu, alegando que isso poderia influenciar no julgamento dos presos” (1). O recorte de jornal acima dá uma ideia mais clara desta interdição.
Acontece que o diretor Carlos Hugo Christensen haveria de contornar este obstáculo usando de sua criatividade ao filmar a rebelião da ilha… em outra ilha!
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(1) Antonio Leão da Silva Neto. Ary Fernandes, sua fascinante história. São Paulo, 2006, p. 62.





Cidadania taubateana (atualizado)

23 05 2010

Na noite de 15 de abril realizou-se a cerimônia de entrega do título de “Cidadão de Taubaté” ao Sr. Eduardo César, nosso ilustre Prefeito de Ubatuba (q.v. post do mesmo dia). Foi lembrado no discurso do vereador Henrique Nunes que “Taubaté e Ubatuba têm uma relação muito forte, são cidades ligadas quase que umbilicalmente, tanto no turismo, como na economia e na educação”, que é reconhecidamente verdade. Por sua atuação junto aos “Filhos da Ilha” em prol do trabalho de resgate histórico-cultural, teve seu reconhecimento por parte dos ”Filhos” que lá compareceram em bom número. Ao prefeito enviamos nossas felicitações por mais esta merecida conquista. Aqui neste link você vê o vídeo desta solenidade, lembrando que a sessão inteira tem uma hora e vinte minutos de duração, a parte referente ao prefeito se inicia aos 60min (biografia) e o Tenente Samuel dá seu recado na marca de 1h e 1min aproximadamente .

(extraído de  www.camarataubate.sp.gov.br )     fotos do pessoal presente





13º Encontro Anual

22 05 2010

O Tenente Samuel avisa a todos que nosso encontro habitual está chegando… Inicialmente no dia 18 de junho, sexta-feira, as atividades começam às 8h, no Batalhão Policial (Av Independência, Nº 247, Bairro Independência, em Taubaté).

Na semana seguinte vamos à ilha Anchieta, no sábado, dia 26. A novidade fica por conta da cerimônia de encerramento a se realizar na Fundart, em Ubatuba. Para outros detalhes confira abaixo o convite que é extensivo a todos.

13º Encontro





Festival da Mata Atlântica

20 05 2010

A ilha Anchieta se agita nessa semana com uma trilha ecológica voltada para alunos e professores da rede municipal de Ubatuba: é o Festival da Mata Atlântica! Confira aqui.





“Mãos Sangrentas”, o filme

17 04 2010

tela de abertura do filme

 Passado todo o drama da rebelião carcerária da ilha Anchieta, em 1952, poucos ousaram falar do assunto nos anos que se seguiram. Não nos referimos a reportagens jornalísticas e coberturas fotográficas que deram ao público do Brasil e exterior a extensão dos fatos. Quando se tem tragédias dessa dimensão, tocar em nomes, atitudes, ações e omissões torna-se algo muito delicado. Entretanto, com o suicídio de Vargas em agosto de 1954, o cenário político-administrativo da nação começou a mudar: novos governadores, novas linhas partidárias e, principalmente, uma mentalidade natural de “apagar os erros do passado”. E onde entra o filma da rebelião nisso tudo?     A ascenção de Jânio Quadros (1917-1992) ao governo do Estado de São Paulo numa eleição apertada com Adhemar de Barros (1901-1969), trouxe novos ares no sentido também de alterações no sistema penitenciário paulista: reformou-se o Carandiru, houve a criação de algumas colônias penais agrícolas no interior e extinguiu-se o Instituto Correcional da Ilha Anchieta. Nesse vendaval de moralizações e mudanças surge o filme como libelo não de cunho político, mas lembrança de um tempo não muito distante que revelou como a injustiça no trato com os presos aliada à estrutura deficitária geral de administração de um presídio “depósito de presos ditos perigosos” pôde desencadear a maior rebelião carcerária do mundo que se tem notícia. Mãos Sangrentas é um registro de raro valor artístico, com cenas violentas para a época em que foi feito e, por distar apenas 2 anos do acontecido, sugere uma vontade do povo e de artistas brasileiros em trazer todas essas questões acima descritas, ainda que tivesse que se deparar com obstáculos na concepção, filmagens e divulgação. Vale a pena conhecer este belo trabalho do cinema brasileiro da década de 1950, filmado no 2º semestre de 1954 e exibido no país e no exterior a partir de 1955.





Sessão na Câmara de Taubaté

15 04 2010

Notícia de última hora nos chega através da internet: solenidade hoje na Câmara Municipal de Taubaté. Veja o texto abaixo.

“Hoje à noite, às 20h, na Câmara Municipal de Taubaté (na Avenida do Povo), o Prefeito de Ubatuba, Sr.º Eduardo César, será homenageado por seus relevantes serviços em prol do resgate da história da Ilha Anchieta. O Ten. Samuel avisou e estamos repassando o convite para todos.”

As informações são de Magda Simões e Vanessa Cunha. Leia mais em Câmara de Taubaté entrega três títulos de cidadania





No tempo do descobrimento…

12 04 2010

Capitães do Brasil - vol. 3: a saga dos primeiros colonizadores (1999)

Quem nunca ouviu falar em Eduardo Bueno ? O jovem escritor ganhou fama quando dos 500 anos do descobrimento do Brasil ao lançar uma série de livros pela Editora Objetiva sobre o tema. Gaúcho, belo tipo faceiro, muito divertido e comunicativo, conquistou o país com seu jeito de escrever e falar, e até foi parar no “Fantástico” apresentando educativos quadros. Pois bem, ao inaugurarmos esta seção dedicada a ilha dos Porcos (nome que a ilha Anchieta ficou conhecida até 1934), temos que começar pelo 1º registro encontrado neste livro de sua autoria.      

O PORTO DOS ESCRAVOS – A presença de europeus era tão antiga em São Vicente que o cronista espanhol Gonzalo Fernandes de Oviedo (1478 – 1557) afirmou, em 1535, que alguns deles viviam ali desde 1503: seriam sobreviventes de um naufrágio ocorrido na Ilha dos Porcos (hoje Ilha Anchieta), que fica em frente a Ubatuba, uns 120 km ao norte de São Vicente. Depois de alguns meses na ilha dos Porcos, esses homens, de acordo com Oviedo, se transferiram para São Vicente. Ali, fundaram o vilarejo e deram início ao tráfico de escravos nativos em larga escala. (pg. 59)            

Bem, se você gostou desse relato histórico poderá baixar o texto completo do livro aqui ou, se preferir, ouvir do próprio autor uma entrevista sobre sua obra literária recente (2007).      

 








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